Aqui você vai encontrar pensamentos de alguém que não aceita as coisas como são, que não tolera frases como "sempre foi assim, não vai mudar". Não esqueça são apenas pensamentos, e eles nem sempre farão sentido para você.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Utopias

Das utopias (Mario Quintana)
Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não quere-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
a magica presença das estrelas!

Mario Quintana tem toda a razão, como podemos viver sem utopias? Eu não consigo entender como as pessoas convivem com tanta maldade, com tanta injustiça e preconceito. Não consigo aceitar de forma acomodada uma vida cheia de caminhos tortuosos, eles existem eu concordo mas podemos mudá-los.
Não posso viver pensando que nada tem jeito, que devemos aceitar pessoas morrendo de fome e de frio, que devemos tolerar a prostituição infantil (porque atinge em maior parte crianças pobres e não a intocável classe média), que o preconceito a negros, homossexuais, prostitutas, mulheres, pobres, pessoas com deficiências entre outros grupos socias deve ser olhado com vistas grossas.
Por favor! Não me peçam para não reagir, mesmo que isso me faça mal, que me deixe estressada e que acabe me prejudicando, porque o que realmente me prejudica, me deixa doente, acaba com todo o meu bem estar é toda essa injustiça e descaso com o próximo. Não sou das pessoas mais religiosas, mas há um mandamento que todos deveriam seguir: "Amar o próximo"e, não como a si mesmo, mas como todo ser humano merece.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Que "Fantástico"

Domingo passado, assiste uma reportagem mostrada pelo programa Fantástico sobre os índios Kamayurá. Achei muito desagradável a forma que abordaram o assunto. Glória Maria, reporter da matéria, demonstrou todo o seu etnocentrismo em relação aos ídios. Ela não disfarçou o quanto acreditava que os rituais, quais descrevia, lhe pareciam primitivos.



Considerando o meu descontentamento com essa reportagem muito interessante, porém abordada de forma etnocêntrica, enviei o e-mail abaixo para o Fantástio.



"Boa Noite!Acabei de assistir a reportagem de Glória Maria sobre os indíos Kamayurá. Como aluna do curso de Ciências Sociais me incomoda ver a forma como essa reportagem está sendo abordada. Glória ao se referir aos rituais deste grupo indígina utiliza termos que podem distorcer a função do mesmo. Refiro-me a dizer que as mulheres quando menstruam ou ganham o filho são "obrigadas" a ficarem "presas" dentro das ocas. "Obrigadas" e "presas" são termos muito fortes e o que elas passam nesses períodos pode não ser encarado por elas desta forma. Essas mulheres consentem com o ritual, e talvez ele não as incomode como sugere a forma de descrever os fatos nesta reportagem. Quero chamar atenção para a maneira como essas reportangens vem sendo conduzidas. Deve-se ter um maior cuidado com o etnocentrismo cometido sobre os indígenas. Gostaria de pedir maior cautela, visto que esta reportagem pode vir a contribuir com o preconceito presente no senso comum sobre esses indivíduos."



E recebi a seguinte resposta:



"Larissa, gostariamos de registrar que respeitamos a sua opiniao e critica. Encaminhamos suas consideracoes diretamente para os produtores da materia. Criticas, sugestoes e elogios sao sempre bem-vindos.

Cordialmente,

Central Globo de Comunicacao"



Não espero muito, apenas gostaria que refletissem sobre o que lhes disse.